Áspero e intratável
Quem? Eu?
Barão
Resenhei O retorno do barão de Wenckheim (trad.: Zsuzsanna Spiry. Cia. das Letras), de László Krasznahorkai, para o Estadão. Leia AQUI (assinantes) ou AQUI.
Calazans lê o Nazista
Amanda Calazans leu Meu passado nazista (mas não em público), depois escreveu e (agora, sim) publicou alguns parágrafos sobre o romance em sua (dela) newsletter, ó:
Áspero e intratável
Em sua resenha de Meu passado nazista, Calazans cita os trechos de resenhas que pipocam a certa altura no corpo do livro, relativas ao romance-dentro-do-romance. São todos reais, isto é, pincei de resenhas que existem e estão por aí.
Alguns desses trechos são de resenhas de livros meus, como ESTA, sobre Terra de casas vazias, assinada por Ronaldo Bressane e publicada pela Bravo! há quase 13 anos. Porra, sempre achei engraçadíssimos o título e as minhas fuças “compondo” a página:
Trelas.
Não muito tempo depois, a Bravo! parou de circular em formato impresso, mas não creio que esse fato tenha algo a ver com minhas aspereza e intratabilidade.
Ademais, aquela foi uma (boa) resenha positiva de um romance pelo qual tenho muito carinho, que me custou quase quatro anos de escrita, em três países diferentes, um livro talvez sisudo demais aqui e ali (coisa que o resenhista aponta), mas que suscitou e suscita boas reações.
Schlesinger lê o Nazista
Vivian Schlesinger escreveu um ensaio em três partes (também) sobre Meu passado nazista: parte 1, parte 2 e parte 3.
Agradecido.
Em se tratando de Oscar,
já torci por filmes ruins (O quatrilho; O que é isso, companheiro?) porque eram brasileiros e entendia (e entendo) que a premiação faria (e fez e faz) bem à produção cinematográfica nacional, traz visibilidade, atrai investimentos e o escambau.
No mesmo espírito, torço muito por O agente secreto.
A única coisa que me incomoda — além da ruindade de diversos aspectos do filme — são as reações estapafúrdias, covardes e/ou asininas às (poucas) críticas negativas que o filme recebeu, ao menos publicamente (sei de muita gente que não gostou, mas prefere evitar a fadiga, como se diz).
Não estamos diante d’O agente secreto em Marienbad, pessoal. A indisposição estética para com a obra não é uma falha de caráter e/ou sinal de desapreço pelo Brasil ou por uma região específica do Brasil. E é muito feio boquetear um cavalo e sair por aí dizendo que chupou um unicórnio.
Que venham as estatuetas. Beijas.




